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mai
2010

Pesquisa: diferentes usos do Twitter para campanha eleitoral

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Postado por Patricia Postado em Notícias, Pesquisas

Chegamos a um dos períodos mais complicados, disputados e polêmicos dos últimos quatro no país: as eleições presidenciais. A partir de agora, toda e qualquer informação é minunciosamente analisada para ser “lançada” à mídia. Os candidatos intensificam suas campanhas, afim de alcançarem a vitória. E, para ajudar nisso, alguns deles já começaram sua ações através da internet, como é o caso dos candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) que já criaram seus respectivos perfis no microblog Twitter, febre na internet desde o ano passado.

De todas as ferramentas tecnológicas que os candidatos terão à disposição para a campanha eleitoral deste ano o Twitter é a vedete. Ministros, deputados, governadores e candidatos de todos os tipos tentam se comunicar com os até 140 caracteres do microblog que possui cerca de 105 milhões de usuários, 8,8% deles no Brasil. O país é o segundo no mundo em número de cadastros, atrás apenas dos EUA.

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Em uma pesquisa realizada pelo portal iG, o site acompanhou os dois principais candidatos à presidência durante 10 dias, desde que a petista Dilma Rousseff estreou no Twitter, no dia 11, até o feriado de 21 de abril. A principal constatação é que o tucano José Serra, embora também faça uso político da ferramenta, usa o Twitter como válvula de escape. Das 91 mensagens publicadas pelo tucano no período, 52 são pessoais As demais são políticas ou remissões a entrevistas, vídeos, fotos, reportagens ou outras páginas da Internet. O período em que Serra mais tuitou foram os meses de janeiro e fevereiro, com 213 e 234 mensagens respectivamente, quando enfrentava a pressão para assumir a candidatura.

Já Dilma, embora publique mensagens pessoais, usa o Twitter como ferramenta de campanha. Das 52 mensagens publicadas por ela nestes 10 dias, 27 têm conteúdo exclusivamente político.
A comparação é desigual pois Serra, um “veteranoâ€, completará um ano de Twitter em maio e tem mais de 209 mil seguidores. Já Dilma é uma novata apesar do sucesso em termos numéricos, com 35 mil seguidores em menos de duas semanas.

Com a experiência acumulada em quase um ano Serra mostrou ter assimilado a linguagem informal, leve e se possível divertida do Twitter. Ele geralmente utiliza a ferramenta nas madrugadas de insônia, quando aproveita para conversar de forma quase íntima com seus seguidores. O tucano chegou até a apelidar sua “turma†virtual de Liga dos Indormíveis.

Tendo o computador como anteparo, a imagem do ex-governador de São Paulo é completamente diferente da figura pública geralmente associada ao mau humor e antipatia.

twitter

Dilma mostra que aos poucos está assimilando a linguagem. Um exemplo é quando ela agradece Ana Maria Braga um dia depois de ter jantado na casa da apresentadora. Outros são quando fala dos livros que ganhou de presente ou de suas impressões da visita a uma fábrica de caminhões.

Os tuiteiros “seguidos†também reforçam as diferenças entre Dilma e Serra. O tucano acompanha 4.926 pessoas e a petista apenas 41. A maioria dos seguidos por Dilma são personalidades públicas como artistas, políticos e jornalistas. A lista vai de Ivete Sangalo a Tarso Genro, passando por Abílio Diniz. Já Serra teve tempo de incorporar em sua lista milhares de anônimos.

Em seu primeiro dia no Twitter Dilma admitiu que não teria muito tempo para ficar na rede e contaria com ajuda. “Alguns amigos vão me ajudarâ€, disse ela. Segundo sua assessoria, a ajuda é apenas técnica e todas mensagens e temas são escolhidas pela própria pré-candidata.

Serra teve uma equipe de assessores para o Twitter enquanto ocupava o governo de São Paulo. O motivo é a enorme demanda de pedidos e dúvidas sobre questões administrativas. Desde que se desvinculou do governo, há duas semanas, Serra tuita sozinho.

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abr
2010

Saiba as tendências de comportamento dos jovens “Real-Time”

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Postado por Patricia Postado em Mercado, Notícias, Pesquisas

capa

Ninguém precisa dizer, porque todo mundo já tem conhecimento: a juventude hoje não é mais nem parecida com a de alguns anos atrás. Com a massificação da internet, da tecnologia e de outros meios de comunicação, os jovens do século XXI são mais atualizados, cada dia mais independentes e, assim, precoces. Chama-se, inclusive, esses “novos jovens” de Geração Y.

Pensando nessa nova geração, Dan Pankraz, que é especialista em planejamento para o público jovem da DDB, publicou um texto com as 10 mais significantes tendências de comportamento dessa parte da população – de 20 e poucos anos.

A base desses pontos foi obtida através de um estudo conduzido por Marian Salzman, que é presidente da Euro RSCG Worldwide PR.

Pankraz chama esse grupo de Real-Time Generation, ou seja, a geração do tempo real. Essas são pessoas com algumas características bem diferentes das gerações anteriores.

De acordo com o profissional, essas informações são essenciais não só para profissionais de marketing e comunicação, mas também para qualquer um que precise lidar com esse tipo de público – agora e daqui pra frente.

Confira as 10 maiores tendências dos jovens:

1. Expectativas em tempo real
Virtualmente, ninguém nos seus 20 e poucos anos em um país desenvolvido conhece a vida sem a comunicação instantânea. Eles se conectam com seus amigos em tempo real, sem esperar pelo correio ou até mesmo pelo e-mail. As notícias – tanto do mundo quanto dos seus amigos – vêm em um feed ao vivo (RSS, tweets e atualizações no Facebook) direto de onde ocorreram. Quando precisam de informação, encontram tudo online, em abundância. Por isso mesmo, os livros não são muito comuns nas suas vidas.

2. Vida local mais intensa
Um paradoxo da tecnologia em tempo real sem fronteiras é a maneira como ela reforça as conexões locais. Com os novos aparatos tecnológicos, os jovens fazem amigos que vivem próximos e recebem mensagens de empresas da vizinhança oferecendo promoções. O local é o novo global, diz Pankraz e, para ninguém mais isso é tão verdadeiro como para o pessoal de 20 e poucos anos.

3. Transparência radical
Esse grupo cresceu com a TV mostrando a realidade e um culto radical às celebridades. Eles presenciaram a mídia entrando cada vez mais na vida dos famosos. Eles passaram suas vidas em uma cultura do ‘vazamento’ de informação no seu nível mais alto. Trata-se de um mundo onde até os mais grandiosos confessam erros e mostram suas emoções a milhões de espectadores. Esses jovens constantemente usam tecnologias que os deixam ‘nus’ – às vezes até literalmente – em frente dos amigos. Eles sabem que nada online é confidencial. Essa geração é muito mais transparente sobre seus pensamentos, sentimentos e ações do que qualquer geração anterior.

4. Expectativa por tudo barato ou gratuito
A globalização barateou muitas coisas essenciais. Esses jovens conseguem se alimentar e se vestir com um custo incrivelmente baixo. Além disso, a internet traz música, software, programas de TV e todo tipo de conteúdo a preço zero. Uma das principais e mais poderosas marcas do mundo, o Google, oferece diversos serviços poderosos sem nenhum custo para o usuário.

5. Demanda por entretenimento
Em alguns lugares do mundo, particularmente no ocidente, o entretenimento tem sido parte essencial da educação. Esses jovens cresceram assistindo a programas baseados na diversão – como os desenhos animados, por exemplo –, experimentaram gráficos interativos na sala de aula e nos museus – o que é uma abordagem muito apoiada pelos pesquisadores – e passaram muitas horas jogando videogames. Essa demanda por entretenimento, ao contrário das gerações anteriores – os acompanhará – seja na faculdade, no trabalho ou em outras situações.

6. Preocupação com o planeta
Os jovens vêm de uma época com crescente número de reportagens sobre o que há de errado com o planeta. Verdades inconvenientes sobre mudanças climáticas, espécies desaparecendo, destruição dos habitats e falta de água têm sido assunto diário pra eles.

7. Visão do luxo como padrão
As ferramentas básicas de um jovem de 20 e poucos anos são um verdadeiro luxo se comparadas aos padrões das gerações anteriores. Sejam eles ou seus pais os responsáveis por pagar a conta, o pessoal de 20 e poucos anos de países desenvolvidos têm, em média:

• Um smartphone de cerca de $100 mais as taxas mensais de assinatura.
• Um computador de pelo menos $300 mais as taxas mensais de conexão banda larga.
• Uma TV wide-screen de pelo menos $300 mais as taxas de TV a cabo.
• Alta educação, até onde conseguem ir.

8. A favor dos negócios. Contra as multinacionais
Os jovens de hoje não compartilham as ideologias contraculturais que impulsionaram seus pais. Eles cresceram em um ambiente em que o mercado livre foi reverenciado e distribuiu os bens de consumo. Esse pessoal não é anti-corporações. Alguns deles até fundaram algumas delas, como o Google, por exemplo. Mas eles não gostam muito de empresas multinacionais.

9. Contra a parcialidade da mídia
A mídia em 2010 é imensamente maior do que foi em 2000. Cada vez mais várias novas fontes estão disponíveis em qualquer lugar, pra qualquer pessoa, a qualquer hora. Não é de se espantar que, segundo o estudo, 70% dos jovens tem acesso a notícias através da internet. Toda essa escolha, mais o crescente nível educacional que traz um entendimento maior das coisas, faz desses jovens conhecedores da parcialidade da mídia. Outro dado da pesquisa: 70% disseram que as mídias de notícias deveriam ser reguladas para que ajam de forma independente – sem ligação ao estado ou às empresas.

10. Naturalmente EU, aspirando pelo NÓS
Os jovens estão acostumados à auto-expressão, auto-estima, computadores pessoais, perfis pessoais, características personalizadas e marketing pessoal. Seja em culturas altamente individualistas (ex: EUA) ou mais coletivistas (ex: China), as empresas vem prosperando por permitir que as pessoas se expressem. Culturalmente e comercialmente, o pessoal de 20 e poucos anos foi sempre incentivado a ser mais egoísta do que seus antecessores. Ainda, eles estão todos cientes de que todo mundo que busca objetivos egoístas cria problemas para o planeta. Os integrantes dessa geração se encontram entre o impulso de fazer o que quer sozinho e o desejo de fazer a coisa certa em conjunto. Ou então, entra em questão a seguinte observação: ‘Todo mundo quer salvar o planeta, mas ninguém quer ajudar a própria mãe a lavar a louça’.

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